SAÚDE – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata do lote 114053 do medicamento Paramol 750 mg, fabricado pela Belfar LTDA, após identificar a presença de bolor em comprimidos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e vale para a distribuição, comercialização e uso do lote em todo o Brasil.
O medicamento, à base de paracetamol, é um dos analgésicos e antitérmicos mais utilizados pelos brasileiros para aliviar febre e dores leves a moderadas. A decisão da Anvisa acende um alerta para consumidores, farmácias, hospitais e unidades de saúde, que devem verificar imediatamente seus estoques e interromper o uso do lote afetado.
O que aconteceu?
A Anvisa determinou o recolhimento preventivo do lote 114053 do Paramol 750 mg, apresentado em cartelas com 20 comprimidos, depois que análises identificaram a presença de bolor em unidades do medicamento.
Segundo a agência, a alteração compromete a qualidade, a segurança e a eficácia do produto, tornando seu uso inadequado até que todas as investigações sejam concluídas.
A determinação vale para todo o território nacional e obriga farmácias, drogarias, distribuidoras e serviços públicos e privados de saúde a retirar imediatamente o lote de circulação.
Por que o bolor representa um risco?
Medicamentos contaminados por fungos ou com alterações visíveis podem perder parte de sua eficácia e, em alguns casos, causar reações adversas. Entre os principais riscos estão:
- redução do efeito esperado do medicamento;
- contaminação por fungos;
- irritações na boca e no trato digestivo;
- reações alérgicas;
- maior risco para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
A presença de bolor também pode indicar falhas no processo de fabricação, armazenamento ou transporte do produto.
O que fazer se você tem o medicamento em casa?
A orientação da Anvisa é clara: não utilize o medicamento caso ele pertença ao lote 114053. Antes de consumir qualquer comprimido, o consumidor deve conferir o número do lote impresso na embalagem.
Caso o produto corresponda ao lote suspenso, a recomendação é:
- interromper imediatamente o uso;
- guardar a embalagem e a nota fiscal, se possível;
- procurar orientação de um médico ou farmacêutico;
- não descartar o medicamento no lixo comum ou no vaso sanitário;
- verificar com a farmácia ou fabricante os procedimentos para devolução ou substituição.
Quem utilizou recentemente o medicamento e apresentar sintomas incomuns, como irritação na boca, náuseas intensas, alergias ou qualquer reação inesperada, deve procurar atendimento médico.
Farmácias e hospitais também precisam agir
A decisão da Anvisa não afeta apenas consumidores. Farmácias, drogarias, hospitais, clínicas e unidades básicas de saúde precisam revisar seus estoques para localizar o lote suspenso.
Os estabelecimentos devem isolar imediatamente os produtos, impedir novas vendas e seguir os procedimentos determinados pelos órgãos de vigilância sanitária.
Caso o lote tenha sido distribuído para pacientes, também poderão ser adotadas medidas de rastreamento e comunicação aos consumidores.
Fabricante ainda não comentou o caso
Até o momento, a Belfar LTDA não divulgou posicionamento público sobre a contaminação do lote. A expectativa é que a empresa realize análises para identificar a origem do problema, verificando possíveis falhas na produção, armazenamento, transporte ou controle de qualidade.
Dependendo dos resultados da investigação, outras medidas poderão ser determinadas pelas autoridades sanitárias.
Medicamento é um dos mais usados pelos brasileiros
O Paramol 750 mg contém paracetamol, princípio ativo amplamente utilizado para combater febre e aliviar dores leves e moderadas.
Por ser um medicamento comum nas residências brasileiras, a suspensão de um lote específico gera preocupação entre consumidores e profissionais de saúde.
Especialistas reforçam que a medida não significa que todos os medicamentos à base de paracetamol apresentam problemas. Até o momento, apenas o lote 114053 do Paramol 750 mg foi alvo da decisão da Anvisa.
O que acontece agora?
A Anvisa acompanhará o recolhimento do lote em todo o país e poderá exigir novas análises da fabricante para identificar a origem da contaminação.
Além disso, técnicos da agência devem monitorar possíveis relatos de eventos adversos relacionados ao medicamento e avaliar se há necessidade de ampliar as medidas de fiscalização.
Enquanto isso, consumidores devem permanecer atentos às orientações oficiais e verificar cuidadosamente o número do lote antes de utilizar o produto.

















