POLÍTICA- Parlamentar aponta próxima composição da Casa como decisiva para pautas sobre o STF e reafirma defesa do impeachment de Alexandre de Moraes.
A próxima composição do Senado pode definir os rumos da relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é de Plínio Valério (PSDB-AM), senador e candidato à reeleição, que voltou a defender mudanças na Corte e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes durante entrevista ao programa de Valdir Correia, na FM do Povo, nesta quarta-feira (09/09).
“O Brasil não viveu uma crise tão perigosa e tão delicada quanto a que estamos vivendo quando falamos da crise institucional do Supremo”, afirmou.
Para o parlamentar, o posicionamento dos candidatos ao Senado sobre o STF deve pesar na decisão do eleitor. Plínio Valério afirmou ter assinado os pedidos de impeachment apresentados contra Moraes e cobrou uma postura mais firme da Casa.
“Eu assinei todos os pedidos de impeachment do Alexandre de Moraes e não carrego esse peso na minha consciência. Agora, o eleitor tem a oportunidade de observar os senadores que não corresponderam aos anseios da população e de eleger aqueles que não tenham medo do Supremo”, declarou.
*Eleição para o Senado é a mais importante*
É no Senado que tramitam os pedidos de impeachment contra ministros do STF. Por isso, Plínio Valério relacionou diretamente a renovação da Casa à possibilidade de avanço dessas discussões na próxima legislatura.
“No momento, a eleição para o Senado é a mais importante que tem. Nessa eleição, o eleitor vai dizer se quer que a gente combata o Supremo ou se quer um senador comprometido com o Moraes”, disse.
Plínio Valério também criticou o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil), por não dar andamento aos mais de 50 pedidos de impeachment contra Moraes e questionou a relação do parlamentar com o ministro.
“O relacionamento do Moraes com alguns senadores é umbilical. Há um conluio, e a manifestação do Davi [Alcolumbre] ao Moraes mostrou a pequenez dele, mostrou o tamanho dele para comandar o Congresso Nacional”, afirmou.
*Mandato para ministros*
A defesa do impeachment não é a única mudança no STF sustentada por Plínio Valério. O senador também citou a PEC 16/2019 que estabelece mandato por tempo determinado para os ministros, em substituição ao modelo atual, no qual podem permanecer na Corte até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.
“Nós temos a PEC que limita o mandato dos ministros e, mais uma vez, estou no olho do furacão. Sem um limite, eles se sentem semideuses, porque podem passar 30 ou 40 anos no Supremo sem que ninguém toque neles. A mudança vai oxigenar a Corte, e quem entrar saberá que um dia vai sair e que precisa mostrar trabalho”, declarou.
Ao reforçar a posição que mantém sobre Alexandre de Moraes, Plínio Valério lembrou a frequência com que levou a defesa do impeachment à tribuna.
“Eu falei a palavra impeachment 153 vezes da tribuna, dizendo que precisamos ‘impichar’ o ministro. O Brasil está com uma doença gravíssima, e o remédio amargo se chama impeachment do senhor Alexandre de Moraes”, concluiu.

















