POLÍTICA- Em entrevista à TV Norte Amazonas, senador prestou contas da atuação parlamentar e abordou CPI das ONGs, desenvolvimento econômico e recursos naturais como alternativas de matrizes econômicas_
O senador e candidato à reeleição Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou, nesta sexta-feira (28/8), durante entrevista ao programa Povo na TV, da TV Norte Amazonas, que considera como um dos principais legados de seu mandato ter ampliado o debate sobre a necessidade de asfaltamento da BR-319. Durante a sabatina, o parlamentar prestou contas de sua atuação no Senado e abordou ainda temas como CPI das ONGs, Zona Franca de Manaus, emendas parlamentares e a criação de novas matrizes econômicas a partir dos recursos naturais do Estado.
“O Amazonas precisa da BR-319, ela tem que sair, é um direito nosso. Meu legado é de que eu tornei conhecido o porquê precisamos da BR-319”, afirmou Plínio. Ao fazer um balanço do mandato, o senador disse que cumpriu o papel de representar o Estado e que pretende continuar defendendo as pautas que considera prioritárias para os amazonenses. “Eu cumpri meu dever de representar o Amazonas e defendi o que era importante para o Amazonas. Então eu me apresento como o candidato que cumpriu o dever e pode andar de cabeça erguida em qualquer lugar do Estado do Amazonas”, declarou.
Plínio também relacionou a defesa da BR-319 à decisão de permanecer na disputa eleitoral. Segundo ele, faltou apoio de outros representantes da bancada federal durante os embates relacionados à rodovia e à CPI das ONGs. “Tem candidato que passou por aqui para dizer que brigou, não brigou coisa nenhuma, me deixaram sozinho pra brigar. Não tem nenhum senador ou deputado federal que tenha ido na CPI das ONGs, que tenham enfrentado a Marina [Silva], não tinham coragem e eu enfrentei. Mas eu não enfrentei porque sou corajoso, eu enfrentei porque o povo do Amazonas precisa da BR-319. Enquanto não tiver a BR-319 asfaltada, eu não posso ficar de fora dessa disputa”, disse.
Ao falar dos argumentos contrários ao asfaltamento, o senador classificou como “narrativa fraudulenta” discursos que, segundo ele, são construídos fora da região para impedir o desenvolvimento da Amazônia. “É narrativa fraudulenta, pregada de fora pra dentro, dos governos internacionais que querem isolar a Amazônia. De cientistas hipócritas que fazem estudos pra dizer que se asfaltarem a BR novas pandemias surgirão e eu estou ali para combater”, afirmou.
*CPI das ONGs*
Presidente da CPI das ONGs no Senado, Plínio voltou a criticar organizações que, na avaliação dele, apresentam uma imagem negativa da população amazônica no exterior. “Eles vendem uma pobreza que existe, mas eles vendem muito mais do que a pobreza, eles vendem dizendo que os pobres são irresponsáveis, que nós estamos destruindo a Amazônia. Esse pessoal pega dinheiro de governos estrangeiros para propagar uma narrativa de que nós estamos acabando com a Amazônia”, declarou.
*Recursos naturais como alternativa econômica*
Na entrevista, Plínio também defendeu a exploração dos recursos naturais como caminho para diversificar a economia e gerar emprego e renda no Amazonas. O senador citou os minérios em São Gabriel da Cachoeira, o potássio de Autazes e o gás de Itapiranga e Silves entre as alternativas defendidas por ele.
“O Amazonas tem hoje mais de 50% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, isso não pode continuar. Nós temos a região mais rica. Lá em São Gabriel da Cachoeira, nós temos os minérios, o potássio de Autazes, o gás de Itapiranga, Silves, que não deixam e tem que deixar. Então, enquanto mandato eu tiver, eles vão ter que ouvir isso: vocês são hipócritas e vocês não vão condenar minha população a uma pobreza eterna, porque eu não vou deixar”, afirmou.
Ao citar especificamente o potássio de Autazes, o senador sustentou que o empreendimento representa uma oportunidade de geração de empregos e redução da dependência brasileira das importações. “A gente tem que criar matrizes, sim. O potássio de Autazes vai dar 2.500 empregos diretos, vai tirar do Brasil 25% do que ele importa. O Brasil aceita importar e traz potássio do Canadá e sabe onde é tirado potássio no Canadá? Das terras indígenas”, concluiu.


















