POLITICA – Em Minas Gerais a tragédia que está varrendo casas vem do céu, no município de Humaitá , no Amazonas, casas de ribeirinhos também estão sendo destruídas , mas pela chuva de bombas despejadas do céu pelos helicópteros da Força Nacional sob o comando do Ibama e órgãos do Meio Ambiente da ministra Marina Silva. No ano passado o senador Plínio Valério (PSDB-AM) junto com a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves, visitou as vítimas das explosões de balsas que praticavam extrativismo mineral artesanal. Em nova operação, agora, a destruição é de casas humildes mais distantes.
_ Está acontecendo de novo , a Polícia Federal , o Ibama do senhor Agostinho , a Força Nacional , despejando bombas nas casas humildes . Minha indignação é que só fazem esse terror contra os humildes que não tem como se defender. Já imaginaram se usassem esse aparato de força todo para tacar bomba em cima dos bunkers e dragas do narcotráfico que domina a Amazônia? – protestou Plínio
Ele diz que da pena ver os ribeirinhos do outro lado do Rio correndo dos helicópteros e assistindo a destruição das casas humildes sem poder de reação .
⁃o que causa indignação é que não fazem Justiça. Vão dizer que são dragas. Mentira! São casas humildes, moradias de pequenos extrativistas minerais que tiram dali o mínimo para sobreviver. As dragas estão longe, com os grandes narcotraficantes- defendeu Plínio.
Mesmo diante das graves denúncias de abusos e violações de direitos humanos constatadas pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado e pela Defensoria Pública amazonense, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que as operações com uso de explosivos são legítimas e devem continuar.
Para o senador amazonense, a decisão do STJ dá aval a operações exageradas que colocam em risco populações ribeirinhas e provocam pânico em famílias humildes, crianças e garimpeiros artesanais.
“Isso é uma atrocidade contra ribeirinhos. Recebi imagens, estivemos lá. Não são bandidos, não são garimpeiros milionários. São trabalhadores humildes que vivem do garimpo familiar como atividade de subsistência. Houve, sim, abuso da força policial, terror e pânico em uma comunidade inteira”, afirmou Plínio Valério.
Plínio Valério foi o autor do requerimento que levou a diligência da CDH aos municípios de Humaitá e Manicoré no ano passado.
-vimos em Humaitá e Manicoré foi uma atrocidade. Famílias que viviam do extrativismo e da pesca perderam tudo, e a população foi tomada pelo pânico por ordem de um Estado que deveria protegê-la. Agora o STJ chancela essas ações desastrosas, estimuladas por ONGs estrangeiras que se comportam como donas da Amazônia – relatou o senador.