POLITICA –
Além da cassiterita para tirar o estanho, a China poderá exportar, sem pagar a tributação específica de cada mineral, montanhas de rejeitos acumulados ao longo de 40 anos, e que contém além do urânio que a China tem tecnologia para separar, nióbio, terras raras das baterias dos carros elétricos, xerotime, tântalo e outros 15 elementos ligados á cassiterita.
Plínio diz que é preciso “melar” essa operação de venda de Pitinga para os chineses para corrigir um erro que pode trazer muitos prejuízos para os amazonenses. Entretanto não acredita que isso aconteça porque nem mesmo o Ministério Público Federal (MPF) que sempre barra a exploração de qualquer riqueza no estado, parece agora se preocupar com o meio ambiente ou danos aos indígenas Waimiri Atroari que vivem na
região. No discurso Plínio disse que irá visitar a Mina de Pitinga para constatar in loco o que tem por trás dessas montanhas de rejeito.
_ Porque acumulam esses rejeitos? Porque não havia tecnologia para separar; só separavam o estanho. E hoje existe tecnologia. Sabe quem domina essa tecnologia? Os chineses. Então, eles podem pegar essa rocha e tirar um por um daquilo que querem _ explicou Plínio na tribuna do Senado.
Se é difícil anular a venda da reserva de Pitinga, Plínio cobra que pelo menos se investigue sobre o envio dos rejeitos dos minérios não usados na exploração do estanho, para que a estatal chinesa pague os impostos de exportação devidos a cada um dos minérios contidos nas montanhas de rejeito mineral depositadas na mina. Plinio disse ter sido alertado pelo ex-gerente da mina de Pitinga na década de 90, Samuel Assayag Hanan, de que preciso definir os tributos, porque só o ítrio vale mais do que o urânio.
_ E a gente precisa saber como está essa exportação, para poder cobrar tributo também sobre terras-raras – sobre o urânio, sobre o nióbio, sobre o tântalo, sobre o ítrio -; mas não: só se fala no estanho .E essa riqueza toda está na Amazônia. O IBGE afirmou que, no Amazonas, hoje, 63% dos amazonenses vivem abaixo da linha de pobreza. E a gente tem uma mina que não gera royalties, gera um certo tributo; mas é só de um minério, quando, na realidade, há vários minérios _ cobrou Plínio.
Plínio disse que também continuará buscando
informações junto ao MPF, se eles acompanharam essa venda. Depois à AGU, ao TCU e ao ao Procurador Geral da União.
_ Para saber tudo o que a gente tem que saber. Essa venda foi feita na calada. Seguiu os trâmites legais ou não? Se seguiu, a gente pode ir para a área do tributo; se não seguiu, tem que melar essa venda _ concluiu,