ECONOMIA – Uma série de publicações nas redes sociais tem afirmado que as cédulas da primeira família do Real — lançadas em 1994 — deixarão de valer em breve e que seria necessário trocá-las imediatamente nos bancos. A informação é falsa. O Banco Central do Brasil (BCB) confirmou ao Portal Tucumã que todas as cédulas do Real continuam com validade legal e podem ser usadas normalmente pela população.
“O Banco Central não tem planos para a descontinuidade de cédulas de qualquer valor. Apenas mantemos a estratégia técnica e gradual de substituição das cédulas desgastadas”, disse o BC ao Portal Tucumã.
Caso algum dia isso fosse considerado, haveria um processo formal que inclui: aprovação pela Diretoria Colegiada do BCB, aval do CMN, publicação de normativos e ampla comunicação à sociedade, com campanhas informativas e prazos adequados para troca. Nada disso está em curso.
O que está acontecendo, na prática, é apenas um processo técnico e gradual de substituição das notas mais antigas e desgastadas, algo que ocorre há anos e não representa nenhuma mudança brusca para o público. Quando essas cédulas retornam ao sistema bancário — por meio de depósitos, pagamentos ou compensações — elas são recolhidas e substituídas pelas notas da segunda família do Real, lançada a partir de 2010, que possuem recursos de segurança mais avançados.

Segundo o Banco Central, esse procedimento foi formalizado pela Instrução Normativa nº 488, publicada em 9 de julho de 2024, e não tem relação com qualquer decisão recente do Conselho Monetário Nacional (CMN). O órgão enfatiza que a retirada de circulação das notas da primeira família é natural e contínua, não exige ação do público e não gera prejuízo a ninguém.
Apesar da onda de desinformação, o Banco Central afirmou que não fará campanhas públicas para “desmentir” a fake news, justamente porque não há motivo para alarme. Como as notas seguem válidas e a substituição é gradual, o órgão entende que campanhas poderiam gerar o efeito contrário, causando corrida bancária ou ansiedade desnecessária.
Em resumo, não existe “fim das notas antigas”, “prazo para troca” ou “extinção abrupta” do dinheiro físico. Trata-se apenas de um procedimento técnico de rotina. Se está no seu bolso ou na sua carteira, a nota do Real continua valendo.

















