SAÚDE- A esquistossomose, popularmente chamada de “barriga d’água”, é uma infecção parasitária causada pelo Schistosoma mansoni. O ciclo de transmissão envolve o contato com águas contaminadas, muito comuns durante enchentes e alagamentos, caramujos infectados e pessoas doentes.
A doença afeta principalmente o fígado e o baço, podendo evoluir para quadros graves se não for tratada corretamente.
Como ocorre a transmissão?
O parasita se instala nas veias do fígado e do baço, onde os vermes machos e fêmeas vivem por anos e se reproduzem.
Os ovos liberados na corrente sanguínea provocam os principais danos à saúde. Eles são eliminados nas fezes de pessoas infectadas, contaminando o ambiente quando não há saneamento adequado.
Nessas condições, os ovos podem atingir cursos d’água, onde caramujos servem como hospedeiros intermediários, liberando larvas que infectam novos indivíduos ao entrarem pela pele.
Sintomas da esquistossomose
A maioria dos infectados não apresenta sintomas no início, mas a doença pode evoluir para complicações graves. Confira os principais sinais em cada fase:
Fase Crônica Fase Aguda Casos Graves
Diarreia frequente alternada com prisão de ventre Febre Perda de peso severa
Presença de sangue nas fezes Dor de cabeça Fraqueza intensa
Tontura Calafrios e suor excessivo Abdômen dilatado (barriga d’água)
Coceira anal Falta de apetite Aumento do fígado e baço
Sensação de estômago cheio Dor muscular Hemorragia digestiva
Impotência Tosse Hipertensão pulmonar e portal
Palpitações Diarreia Risco de óbito
Diagnóstico e tratamento da “barriga d’água”
O diagnóstico da esquistossomose é realizado por meio de exames laboratoriais de fezes, que identificam a presença dos ovos do parasita. Por isso é importante evitar circular em ruas alagadas durante enchentes.
Em casos mais graves, testes de anticorpos e ultrassonografia ajudam a avaliar a extensão da infecção.
O tratamento para quadros leves é feito com dose única do medicamento Praziquantel, distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde. Já os casos mais graves podem exigir internação hospitalar e, em algumas situações, intervenção cirúrgica.
Como se prevenir?
Evitar contato com águas possivelmente contaminadas;
Garantir saneamento básico adequado;
Eliminar caramujos que possam servir de hospedeiros do parasita;
Buscar atendimento médico caso apresente sintomas suspeitos.
A esquistossomose continua sendo um problema de saúde pública, especialmente em regiões com saneamento precário, assim como muitos casos de tétano. A prevenção e o tratamento precoce são essenciais para reduzir os impactos da doença e evitar complicações graves.

















