POLÍTICA- Desde a semana passada o senador Plínio Valério (PSDB-AM) está trabalhando em várias frentes para neutralizar as ações do governo do presidente Lula para privatizar hidrovias dos rios da Amazônia e suspender as operações de guerra das forças policiais que estão explodindo flutuantes usados como casa e atividade de mineração artesanal em Humaitá e Manicoré.
Dando prosseguimento a essas iniciativas, hoje Plínio aprovou, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, a realização de diligência externa nos dois municípios , com o objetivo de averiguar e avaliar a destruição de embarcações e bombardeio de áreas ribeirinhas a pretexto de cumprir instruções judiciais em um completo desrespeito ao princípio fundamental de direitos humanos.
A Diligência Externa será composta, além de Plínio, por uma comitiva de senadores da região Norte. Segundo Plínio, pelas imagens e fotos divulgadas pela Imprensa e entidades locais, as ações estão sendo conduzidas de forma desproporcional, sem a devida transparência quanto aos fundamentos e objetivos que a motivaram.
Em nota oficial assinada por Dom Antônio Fontinele e pelos padres João Silva Nascimento e Slawomir Drapiewski , a Diocese de Humaitá, manifestou profunda indignação e repúdio , ressaltando que as explosões atingiram diretamente trabalhadores artesanais e suas famílias, que sobrevivem do extrativismo de forma simples e digna.
_Temos vídeos de crianças que tiveram suas casas flutuantes explodidos, desalojadas e gritando por comida. E onde ficam os direitos humanos nessa caçada insana aos trabalhadores legalmente constituídos em cooperativas para o extrativismo mineral artesanal, para espalhar imagens dessa pirotecnia que nada teve de combate ao narcotráfico ou crime organizado para seus patrões em Nova Iorque ou na mal fadada COP 30 daqui a dois meses. Vamos fazer essa diligência para ouvir a população atingida , nos solidarizar e ver o que é possível fazer para impedir a continuidade dessa barbarie _ repudiou Plínio.
Plínio também aprovou requerimento para realização de audiência pública para discutir a legalidade do decreto do presidente Lula para privatização de três dos principais rios da Amazônia e consequente privatização das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós. Serão convidados para o debate representante da Casa Civil, da População Local, do Ministério dos Transportes, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Antaq e da Marinha.

















