POLÍTICA- Em ofício ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) protestou contra a discriminação do Amazonas, que sem qualquer explicação, foi excluído na primeira etapa de distribuição do exame de DNA-HPV no SUS. Em denúncia na tribuna do Senado, Plínio disse que há “uma discriminação odiosa, absurda e injustificável” com a região Norte, em especial contra o Amazonas. No ofício encaminhado ao Ministério da Saúde, solicita que corrijam esse erro o mais rapidamente possível para garantir as amazonenses a realização do exame DNA/HPV já que no estado são registradas uma morte por câncer de colo de útero a cada dois dias, considerando uma situação epidemiológica da doença na região.
Mais uma vez, das mil que falarei aqui, denuncio essa discriminação. Se bato na mesma tecla, paciência. Quem sabe um dia essa tecla do piano vire música, avisou Plínio.
A distribuição gradual do exame de DNA-HPV, no âmbito do Sistema Único de Saúde visa substituir progressivamente o exame Papanicolau, como método de rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil. Mas esse serviço foi negado ás mulheres do Amazonas, o maior estado da Federação, nessa etapa inicial, especialmente considerando a relevância epidemiológica da doença na região, principalmente pelas enormes distâncias e dificuldades de transporte para buscar assistência nos grandes centros.
Não adianta querer nos tornar invisíveis. O Amazonas não é, e não será invisível sob qualquer aspecto. Esse tipo de discriminação somado à questão ambiental, somado ao direito que não nos dão de sermos ligados ao Brasil . Manaus, capital do Amazonas, 2,2 milhões de habitantes, é a única capital no Planeta chamado Terra, que não é ligada com outra capital via terrestre . Nos negam esse direito, nos negam um preceito fundamental da Constituição. Apelei ao Supremo, o Ministro Fux negou, protestou Plínio , reclamando do descaso do Ministério da Saúde em relação ás mazelas do Amazonas.
No discurso Plínio relatou sua preocupação com o rastreio do câncer de mama e de colo de útero . É de sua autoria o projeto que obriga os exames de prevenção de câncer de mama no SUS a partir dos 40 anos e não dos 50 como quer o governo. Ele também destinou recursos de suas emendas parlamentares para construir na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) o Cepcolu,, como se chama a unidade de prevenção do colo de útero.
Nós aqui no Senado aprovamos que serão rastreadas as mulheres a partir de 40 anos e, com isso, iremos salvar milhares e milhares de mulheres, enquanto o Governo só pensa em gastar, enquanto o Governo acha que proteger as mulheres rastreando câncer de mama, é despesa, é gastar. Eu até entendo que eles querem economizar na saúde para poder fazer viagem, mas isso eu condeno, está errado. Eles fazem isso, mas é uma coisa que beira o crime, acusou Plínio.
Confira abaixo o documento na integra.
Oficio n 155.2025 Ministro da Saúde
(*) Com Informações da Assessoria

















