MANAUS- Um caderno de propostas para uma educação antirracista foi entregue ao Congresso Nacional, trazendo sugestões para incluir a educação antirracista no novo Plano Nacional de Educação (PNE).
As propostas surgiram de uma consulta pública realizada pela Frente Parlamentar Mista Antirracismo do Congresso Nacional, que ouviu movimentos negros, indígenas quilombolas, educadores e conselhos sociais.
A iniciativa busca ir além do acesso à educação, focando nas dificuldades de permanência dos estudantes e na necessidade de incluir materiais didáticos que apresentem uma visão de mundo mais diversa.
Entre as mais de 400 sugestões recebidas, a formação de professores antirracistas foi a mais frequente, indicando uma demanda clara por educadores preparados para combater o racismo em sala de aula.
Outras sugestões importantes incluem melhorias na infraestrutura de escolas quilombolas e adoção de materiais pedagógicos que reflitam a diversidade cultural do Brasil.
O objetivo é que as propostas sirvam como um “farol” para as políticas públicas de educação no país, garantindo que o novo PNE promova um ambiente educacional mais justo e equitativo para todos.

A presidente da Comissão Especial do PNE e integrante da frente antirracista, deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), fala da necessidade urgente de estabelecer o trabalho.
“Assumir a educação antirracista como eixo do PNE significa apostar em um projeto mais justo e inclusivo, acreditando que cada criança negra, indígena ou quilombola têm direito não somente a uma vaga na escola, mas a uma educação que valorize sua história, identidade e futuro”, afirmou.
*Com informações de Agência Brasil

















